Eu estava temeroso de que o filme fosse ruim, felizmente não é. Deve ser o melhor filme do diretor/roteirista Paul Greengrass, que já havia dirigido Tom Hanks em Capitão Phillips (2013). O ritmo é lento, a trama é simples, sem grandes momentos, mas fiquei tocado pelo tom realista: ambientes sujos e escuros (note que as cenas noturnas são de fato escuras, só parcialmente iluminadas pelos fracos lampiões); cenários decrépitos de acordo com o que existia na época. Note um detalhe raro nesses faroestes de Hollywood: na breve aparição dos índios, eles estão sujos, esfarrapados (devem ser índios reais, e não homens brancos contratados para fazer figuração). Este é o primeiro faroeste do astro Tom Hanks: seu desempenho não é marcante, mas discreto e eficiente. Recomendo na Netflix